Projeto Caatinga Viva teve lançamento no Dia Nacional da Caatinga


No Dia Nacional da Caatinga, dia 28 de abril, aconteceu o lançamento oficial do projeto Caatinga Viva. O evento foi realizado no campus da Uern, em Assú.

A iniciativa é da Embrapa, da Ong Carnaúba Viva, do IFRN, da Associação Norte-Riograndense dos Engenheiros Agrônomos (Anea) e da Caern, com o patrocínio do programa Petrobras Ambiental.

A ideia central do projeto é substituir o uso da lenha de árvores da caatinga pelo briquete - carvão ecológico a ser produzido a partir de capim, folhas de carnaúba e restos de podas de fruteiras.

O evento contou com a participação de pesquisadores, técnicos, lideranças sindicais e estudantes. A Petrobras foi representada por Adriana Oliveira, gestora do programa Petrobras Ambiental. Ricardo Varela, diretor técnico, representou a Caern. Pelo IFRN, compareceu o pró-reitor de pesquisa, José Ivan Pereira Leite.

A Associação Norte-Riograndense dos Engenheiros Agrônomos (Anea) foi representada pelo seu presidente, Auricélio Costa (Anea). O pesquisador e coordenador do Caatinga Viva, Sílvio Tavares, estava representando a Embrapa. Já Dario Nepomuceno representou a organização Carnaúba Viva.


 

Lançado Projeto Caatinga Viva

O projeto foi um dos 44 aprovados pelo Programa Petrobras Ambiental

Políticos, líderes comunitários, representantes de sindicatos dos trabalhadores rurais, professores e estudantes lotaram na última quinta-feira (28) o auditório do Campus da Uern em Açu, onde aconteceu o lançamento do Projeto Caatinga Viva.

O projeto tem como objetivo principal mudar a matriz energética das principais indústrias do Vale do Açu - a lenha que alimenta os fornos das padarias, queijarias e, sobretudo, das fábricas de tijolos de toda a região. As técnicas rudimentares de extração da madeira, aliadas ao crescimento da economia, estão intensificando o ritmo da devastação de um dos biomas mais raros do mundo - a caatinga, que só existe no semi-árido nordestino e que, aqui no Estado, ocupa 48.700 km2 do seu território.

Para reverter esse quadro, está prevista a construção de uma fábrica de briquete - um tipo de lenha ecológica, fabricada com material orgânico prensado e seco. O projeto irá atuar também na educação ambiental para conquistar o homem do campo para a causa da preservação da mata nativa.

De acordo com o cronograma de implantação do projeto, a fábrica estará concluída em setembro desse ano. Terá capacidade de produzir 4.680 toneladas do produto, por ano, substituindo o corte de quase 363 mil m3 de lenha, o que evitaria a exploração de 403 ha/ano da vegetação nativa da região.

Na solenidade, representantes dos cinco parceiros envolvidos no projeto - IFRN, Embrapa, Caern, Associação des Engenheiros Agônomos do RN e a ONG Carnaúba Viva - falaram sobre o papel de cada instituição. Ao IFRN caberá sediar a fábrica de briquetes, mais exatamente num terreno de 1000 m2 localizado no Campus Ipanguaçu.

O pró-reitor de Pesquisa e Inovação do Instituto, prof. José Yvan Pereira Leite, explicou que para disseminar de maneira eficiente o uso dos briquetes, o Instituto vai incubar empresas formadas por agricultores da região, até que elas sejam capazes de caminhar por conta própria, tal como foi feito em outro projeto bem sucedido - o Projeto do Mel, que no ano passado passou a ser gerenciado integralmente pelos cooperados.

"A fábrica de briquetes também será objeto de estudo e pesquisa de nossos alunos, que em breve ganharão aqui no curso técnico em Meio-Ambiente", comemorou o diretor-geral do Campus Ipanguaçu, prof. Evandro Firmino de Souza. O diretor explicou que o curso começará a ser oferecido nas modalidades subsequente e integrada no primeiro semestre do ano que vem.

A Embrapa vai fazer o estudo de vulnerabilidade ambiental da bacia do Baixo Açu e também do manejo agronômico das plantas usadas como biomassa para a fábrica de briquetes. O pesquisador da Embrapa e idealizador do projeto, Sílvio Tavares, explica que uma das principais matérias-primas utilizadas na fábrica é a palha da carnaúba, mas outras podem ser aproveitadas, como restos de poda de árvores. "A lenha ecológica substitui a convencional com vantagens, já que seu poder calorífico é seis vezes superior", explica Sílvio, que também coordenará os estudos sobre a adaptação de outras espécies vegetais energéticas, como o capim elefante.

O presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos do RN, Auricélio Costa, disse que a entidade passa por uma renovação importante e que espera contribuir significativamente para a formação não só de técnicos extensionistas como também de profissionais de nível superior. "Só mesmo com a educação podemos mudar esse quadro de devastação neste bioma tão importante para o nosso país", disse.

A Caern vai monitorar a quantidade e a qualidade dos esgotos domésticos dos municípios de Macau e Pendências para a plantação de espécies vegetais que também serão usadas como matéria-prima para a produção dos briquetes

O projeto será gerenciado pela ONG Carnaúba Viva, sediada em Açu. Ela será também responsável por ações de educação ambiental nas escolas públicas dos nove municípios beneficiados pelo projeto.

"Não foi à toa que esse projeto foi selecionado entre os mais de 900 inscritos em todo o Brasil. Reconhecemos nele qualidades que o farão bem sucedido. Entre elas, as entidades que estão envolvidas na sua execução", disse a gestora de projetos do Programa Petrobras Ambiental, Adriana Oliveira. Ela elogiou a iniciativa e reforçou a importância do projeto não só para o Vale do Açu, mas para todo o País, como exemplo de prática que promove o desenvolvimento sustentável, importante para a conservação de todos os biomas e não apenas da caatinga.

Última atualização (Ter, 26 de Julho de 2011 01:08)

 

Projeto de preservação da caatinga utiliza esgoto tratado como fertilizante


Região com vocação para a produção cerâmica, o Vale do Açu começa a escrever uma nova página em relação à convivência sustentável entre a indústria ceramista e a vegetação nativa. Com a participação da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) e mais quatro instituições, IFRN, Embrapa, ONG Carnaúba Viva e Associação Norte-Riograndense dos Engenheiros Agrônomos (Anea) foi lançado nesta quinta-feira (28), o Projeto "Caatinga Viva", no auditório da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN) em Assu. A iniciativa, E que vai transformar resíduos em energia tem a adesão de empresários do setor, carnaubeiros, agricultores familiares e estudantes e representará a substituição da lenha de árvores da Caatinga pelo briquete, carvão ecológico a ser produzido a partir de capim, folhas de carnaúba e restos de podas de fruteiras. O capim será irrigado com esgoto tratado, o que pode impulsionar uma política estadual de reuso de efluentes.

"Temos a satisfação de participar deste passo importante para a preservação da natureza, com o conhecimento produzido por nossa empresa, que além de abastecimento e saneamento, também se insere na preservação ambiental", destacou o diretor técnico da Caern, Ricardo Varela, que falou para uma plateia composta de lideranças políticas, pesquisadores, técnicos e estudantes secundaristas. Ao seu lado estavam Adriana Oliveira (gestora do programa Petrobras Ambiental), José Ivan Leite (pró-reitor de Pesquisa do IFRN), Socorro Oliveira (delegada regional do Ministério do Desenvolvimento Agrário no Estado), Auricélio Costa (Anea), entre outras autoridades, que entre vídeos sobre o projeto, também assistiram a apresentação do coral da Caern, o "Som das Águas".

Em uma área de 15 hectares próxima à lagoa de estabilização da Estação de Tratamento de Esgotos (ETE) de Pendências, haverá testes que devem comprovar com o plantio de cinco espécies de capim, entre elas a elefante, que tem desenvolvimento superior à vegetação nativa em crescimento, potencial energético para o desenvolvimento da cultura com matriz energética. Técnicos da Caern, IFRN e Embrapa irão experimentar o potencial de cada uma delas quanto ao poder energético, biomassa e capacidade de reprodução. Este campo de testes pode ser ampliado em mais 45 hectares. Esse insumo que tomará o lugar da lenha da Caatinga, cada vez mais rara no Vale, vai ajudar a gerar inicialmente 15 empregos na fábrica de carvão ecológico a ser instalada na unidade do IFRN em Ipanguaçu.

A fábrica vai evitar a destruição de 403 hectares de caatinga e suprir 90% da necessidade de matéria-prima para os fornos do parque ceramista local. "Temos honra de estar patrocinando esta ação, que juntou tantos parceiros importantes, tem a participação da sociedade e passou por um funil nacional entre mais de 900 propostas que recebemos", frisou Adriana. O projeto, que será gerido pela ONG Carnaúba Viva, receberá R$ 3,3 milhões da Petrobras, mas com o apoio de outros parceiros o valor sobe para R$ 4 milhões.

SOLUÇÃO

O potiguar Sílvio Tavares, da Embrapa Solo, engenheiro criador do "Caatinga Viva", lembrou que a ideia começou a ser desenvolvida há dois anos, quando foi identificada uma nova rota tecnológica para o modo de produção energética no Vale do Açu, diminuindo os crimes ambientais atualmente praticados na região. Ele agradeceu a participação de todas as instituições envolvidas na pessoa de Adriana Oliveira, gestora do programa Petrobras Ambiental, principal financiadora desta ação científica, econômica e social. E disse que a participação da Caern agrega com o alto nível de seus técnicos, importante contribuição na parte de inovação contida no projeto. A Companhia vai testar o reuso de esgoto tratado como fertilizante de capim.

 

19th World Petroleum Congress

 

O Projeto Carnaúba Viva, parceria Petrobras e ONG Carnaúba Viva ficou entre os três melhores projetos na categoria responsabilidade social - Grandes Empresas no 19th World Petroleum Congress que contou com a presença das maiores empresas petrolíferas do mundo, acontecido em Madrid na Espanha entre os dias 27 de junho a 3 de julho.
Os finalistas do WPC Excellence Awards 2008 são: Petrobras, Brazil - Carnauba Viva Chevron Global - Chevron's HIV/AIDS Program Marathon Oil Corporation, Equatorial Guinea - ‘Bioko Island Malaria Control Project, Equatorial Guinea, Central Africa’


 

FENEARTE

 

A Carnaúba Viva participou da IX FENEARTE no Centro de Convenção de Olinda / PE, dos dias 03 à 13 de julho, no stand da Bodega de Produtos Sustentáveis do Bioma Caatinga, que tem o apoio da AGENDHA, GEF Caatinga, PNUD, MMA (Ministério do Meio Ambiente), além da Carnaúba Viva outras Cooperativas e Associações de vários Estados da Caatinga Nordestina estiveram presentes no stand da Bodega.

Última atualização (Ter, 26 de Julho de 2011 00:46)

 

CAPACITAÇÃO BIOFACH E EXPOSUSTENTAT

 

O diretor geral da Carnaúba Viva Dario Gaspar Nepomuceno esteve em Corumbá de Goiânia participando de capacitação para a participação na BioFach América Latina e ExpoSustentat que acontecerão em São Paulo de 23 a 25 de outubro, evento que contamos com o apoio da Bodega de Produtos Sustentáveis do Bioma Caatinga, do Ministério do Meio Ambiente, do GEF Caatinga
 

14º RIO OIL & GAS

 

Micro, pequenas e médias empresas fornecedoras de bens e serviços do setor petróleo e gás do Rio Grande do Norte participaram no Rio de Janeiro do maior evento de negócios da cadeia produtiva no País. Das 63 empresas participantes da REDEPETRO RN, 15 integraram a missão empresarial. Com o apoio do Sebrae no Rio Grande do Norte, Petrobras, Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural – Prominp e parceiros, no âmbito do Projeto Cadeia Produtiva do Petróleo e Gás, 11 empresas estão expondo seus produtos.
Dentre os expositores estão: Projeto Carnaúba Viva, FI Cunha Topografia Ltda., Gitel Telecomunicações Ltda., Metalfort Manutenção, Comércio e Serviços Ltda., Nissi Serviços Especiais Ltda., Vabos Construções Ltda., ABDM Empreendimentos e Serviços Ltda., Vipetro Construções e Montagens Petrolíferas Ltda., Aprimor Consultoria Ltda., Editel Ltda., Engepetrol Ltda., Metalúrgica Açolar, Sertel Ltda., Classi Guia Ltda. e Mafran Ltda.

Informativo SEBRAE

Última atualização (Ter, 26 de Julho de 2011 00:41)

 

Lançamento do Projeto Caatinga Viva


ONG Carnaúba Viva Lança em Assu o CAATINGA VIVA.  O Projeto visa combater a desertificação da região, oferecendo uma nova alternativa de fonte de energia para um dos principais setores de geração de emprego e renda do vale, o Pólo Ceramista. Com o apoio de instituições como EMPRAPA, IF R, ANEA e CAERN. O projeto conta com maciço patrocínio da PETROBRAS e GOV FEDERAL para o desenvolvimento de pesquisas para implantação de soluções que além de benefícios ambientais vão gerar empregos.

 

Última atualização (Ter, 26 de Julho de 2011 00:32)

 
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