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Carnaubeira
Carnaubeira, Carnaíba, Carnaíva, Carnaúva,
Carandaúba, Carnaúba
Nome científico: Copernicia prunifera (Miller) H.E.
Moore...
Família: Palmae (Arecaceae)
Sinonímia: Copernicia cerifera Mart
A carnaúba é uma das palmeiras mencionadas
por Von Martius, o naturalista e botânico alemão;
Chamou a atenção de escritores como: Mário
de Andrade, Guimarães Rosa, José de Alencar
e Euclides da Cunha, entre outros, que souberam destacar,
em suas respectivas obras literárias, a integração
do homem regional ao ambiente em que vive.Por ser uma planta
de grande longevidade, tem sido testemunha viva e participante
ativa dessa integração. Quando no século
XVIII, o também naturalista Humboldt conheceu a carnaúba
em terras brasileiras, impressionou-se de tal forma com
as numerosas e importantes finalidades da planta, que passou
a chamá-la de "árvore da vida".
Entretanto, sua principal riqueza está na cera que
recobre as folhas, principalmente as mais jovens, é
conhecida internacionalmente como “cera-de-carnaúba”.
Sua importância foi muito importante no passado como
produto de exportação, chegando a caracterizar
um ciclo econômico para o Nordeste. No passado foi
muito empregada na iluminação de residências
na forma de velas e atualmente é utilizada industrialmente
na confecção de graxas de sapato, vernizes,
ácido pícrico, lubrificantes, sabonetes, fósforos,
isolantes, discos, etc.
Suas folhas secas, além da utilização
local para cobertura de construções rústicas
é muito utilizada na confecção artesanal
de chapéus, cestas, esteiras, bolsas, cordas, colchões,
etc.
Suas amêndoas (sementes), são basicamente aproveitadas
pelos animais de criação; de sua polpa, extrai-se
uma espécie de farinha e um leite que, à semelhança
do leite extraído do babaçu, pode substituir
o leite do coco-da-bula. Exemplo máximo da adaptação
do homem às condições de subsistência,
a amêndoa da carnaúba, quando torrada e moída,
costuma até mesmo ser aproveitada localmente em substituição
ao pó de café.
A palmeira é muito elegante e vem sendo amplamente
utilizada no paisagismo nas cidades nordestinas e na arborização
urbana, principalmente em Fortaleza, Teresina e Iguatu
Os imensos carnaubais, nativos e cultivados, são
muito impressionantes. Quem não conhece a região,
nem a planta, pode até pensar que se trata de uma
bela miragem.
Ocorre no Nordeste Brasileiro nos vales dos rios da região
da caatinga, principalmente do Parnaíba e seus afluentes,
do Jaguaribe, do Acaraú, do Apodi e do médio
São Francisco. Também nos estados do Pará,
Tocantins, Maranhão, Piauí e Goiás.
A carnaubeira tem preferência por solos argilosos
(pesados), aluviais (de margens de rios), suportando alagamento
prolongado durante a época de chuvas. Resiste também
a um elevado teor de salinidade, o que é comum nos
solos aluviais da região da caatinga. Geralmente
ocorre em comunidades quase puras, principalmente nos pontos
mais próximos dos rios.
Floresce principalmente durante os meses de julho-outubro,
com seus frutos amadurecendo de novembro a março.
Palmeira de tronco único de 7-10 m de altura, podendo
excepcionalmente atingir 15 m, com tronco (estipe) perfeitamente
reto e cilíndrico de 15-25 cm de diâmetro.
Folhas dispostas em capitel, formando um conjunto esferoidal
bastante elegante tanto que o nome do gênero “Copernicia”
é uma homenagem ao astrônomo italiano Copérnico
que concluiu que a forma da terra era globosa, em alusão
a essa forma apresentada pela copa desta palmeira.
Sua Copa de tonalidade verde levemente azulada em conseqüência
da cera que recobre a lâmina, e forma de leque de
até 1,5 m de comprimento, de superfície plissada
com a extremidade segmentada em longos filamentos mais ou
menos eretos e rígidos. A lâmina é afixada
ao tronco por pecíolos rígidos de até
2 m de comprimento, recobertos parcialmente, principalmente
nos bordos, de espinhos rígidos em forma de “unha-de-gato”.
A base do pecíolo, denominada de “bainha”,
permanece presa ao caule na fase jovem da planta após
o secamento e queda da folha, conferindo à planta
aspecto agressivo.
As inflorescências são mais longas que as folhas,
mede até 4 m de comprimento, afixadas nas axilas
das folhas do capitel, ramificadas, porém ralas,
lenhosas, com flores pequenas de cor creme, dispostas em
espigas de 4-7 cm de comprimento. Frutos ovalados ou globosos,
de cerca de 1,5 cm de comprimento, de cor verde escura no
amadurecimento.